Sabia que…

Os cavalos-marinhos machos “engravidam”?

Os cavalos-marinhos aparentam ser muito diferentes de outros peixes, mas pertencem à classe de peixes ósseos, como a truta e o salmão. O seu nome provém da forma do seu focinho, que faz lembrar a de um cavalo que vive no mar.

A reprodução de cavalos-marinhos é bastante curiosa uma vez que é o macho que engravida. Na época de acasalamento os machos providenciam o esperma e as fêmeas os ovos. Posteriormente os ovos são depositados numa bolsa que o macho possui na zona ventral, sendo a a fertilização processada pelo mesmo. Esta bolsa providencia os nutrientes e o oxigénio necessários para o desenvolvimento das crias.

O período de gestação pode ir de duas semanas a um mês, consoante a temperatura da água. Quanto mais elevada a temperatura do mar, mais rápida é a gestação.

Existem cerca de 38 espécies de cavalos-marinhos, encontrando-se na Ria Formosa duas espécies: Hippocampus hippocampus e Hippocampus guttulatus.

As principais diferenças entre esta duas espécies está relacionada com o seu tamanho, sendo o H. hippocampus menor que o H. guttulatus, e o comprimentos dos espinhos ao longo do seu corpo, que têm maior proeminência na zona anterior,  sendo muito reduzido no H. hippocampus e bastante longos no H. guttulatus.

Actualmente ambas as espécies encontram-se ameaçadas estando a ser feito um esforço acrescido em estudos de conservação para a sua protecção. Contudo todos nós podemos colaborar evitando o contacto directo com estas espécies, a sua compra ou consumo.


Compostagem Doméstica

Os resíduos sólidos urbanos são compostos por cerca de 40% de matéria orgânica, que após a compostagem permite a produção de um adubo  natural de grande qualidade para o solo e plantas.

Ao serem colocadas num aterro, os resíduos em decomposição geram diversos gases com maus cheiros, entre os quais o metano, que contribui para o aquecimento global.

A compostagem doméstica é um processo caseiro em que se colocam numa pilha, ou compostor, diversos residuos orgânicos por camadas – secos e húmidos- resultando, pela acção de microorganismos, na formação de composto ao fim de 3 a 6 meses.

A compostagem doméstica sai mais barata do que o envio dos resíduos para centrais de compostagem industrial e evita problemas de contaminação nos aterros.

No Algarve algumas Autarquias disponibilizam compostores domésticos à população assim como o acompanhamento técnico. Fala com os teus pais e professores e experimenta a compostagem na tua moradia ou escola.

Estarás a contribuir para um ambiente melhor, saudável e para uma utilização mais sustentada dos recursos orgânicos!

fonte: Diário do Ambiente

Eu pergunto….

Nova rubrica interactiva do blog Natura Escolas

O que é a Exploração Sustentável de Recursos; como trabalha um biólogo marinho; A visão das aves é muito diferente da visão do ser humano; o que estuda um sociólogo; como funcionam as correntes oceânicas….

A Natura Escolas dá-te agora a possibilidade de veres respondidas as tuas perguntas sobre a temática do ambiente, património natural e cultural, sugestões de entrevistas a investigadores da Universidade do Algarve, e mais….

Envia-nos as tuas questões indicando o nome, ano de ensino e escola para escolas@natura-algarve.com

Regularmente responderemos aqui ás tuas dúvidas!

A produção de sal

As salinas presentes em vários pontos da Ria Formosa representam um elevado valor, não só do ponto de vista económico mas também ecológico. Estes locais funcionam como áreas de descanso, nidificação e alimentação para um grande número de espécies de aves, numa área privilegiada de passagem e de apoio a populações migratórias. A existência de uma vegetação halófita rodeando os tanques de produção é essencial para o equilíbrio deste ecossistema e a abundância de macro invertebrados constituem um importante recurso alimentar da fauna presente (aves, moluscos e peixes).

O sal sempre foi considerado como um bem essencial na gastronomia mundial e no antigo processo de conservação dos alimentos. No passado teve uma importância extrema, sendo considerado um artigo privilegiado, sendo por vezes vendido a valores elevados. Foi também moeda de troca e muitos trabalhadores eram pagos a troco de sal, originando a palavra “salário”.

A produção de sal na Ria Formosa está bem referenciada a nível da regional com 27 salinas em activo (dados de 2001), representando 38% da produção nacional. Apesar de muitos já terem abandonado a actividade, a produção de sal, tanto a nível industrial como a nível tradicional, continua a ter um forte impacto na região.

Eu pergunto – Prof Teresa Palaré_parte1.mpg

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