Cientistas de chinelos: experiências para fazer em casa!

Imprimir esporos de cogumelos

No Outono, após as primeiras chuva dos campos brotam fabulosos seres vivos, incluindo os cogumelos!

Mas atenção!

Esta actividade deve ser supervisionada por um adulto, deves lavar sempre as mãos depois de mexer nos cogumelos e NUNCA os ingerires! Em Portugal existe muitas espécies de cogumelos que são venenosas!!

Vais precisar de:

– uma tigela redonda

– cartolina de várias cores

– cogumelos (os esporos caem da parte inferior do chapéu do cogumelo)

–  spray fixante

Corta o pé do cogumelo e coloca o chapéu virado para baixo sobre um pedaço de cartolina. Cobre-o com a tigela para que os esporos não se espalhem. No dia seguinte levanta cuidadosamente o chapéu do cogumelo. Os esporos do cogumelo já terão caído para a cartolina e estarão impressos.Para evitar que a impressão se esborrate, borrifa-a com um pouco de spray fixante, por exemplo, laca para o cabelo. Quando a laca secar terás acabado a tua impressão.

O que aprendeste?

Os cogumelos pertencem ao reino dos Fungi. Para se reproduzirem soltam esporos minúsculos no ar e o vento transporta-os fazendo com que os cogumelos cresçam por todo o lado.

cogumelos na serra algarvia

Sabia que…

Os golfinhos pertencem ao grande grupo dos cetáceos composto por cerca de 80 espécies conhecidas em todo o mundo?

observação de golfinhos e vida marinha - saidas de Olhão

Os cetáceos estão divididos em dois grupos, os misticetos ou baleias-de-barbas, possuindo um duplo espiráculo (orifício respiratório) e odontocetos ou baleias com dentes que possuem um espiráculo único.

Ao contrário do que muita gente pensa os golfinhos são mamíferos e não peixes pois possuem glândulas mamárias, não têm escamas, respiram o oxigénio aéreo e não o da água e apresentam uma barbatana caudal orientada horizontalmente, ao contrário dos peixes que a possuem com uma orientação vertical.

O modo de comunicação dos golfinhos é muito particular, sendo feita por ecolocalização que lhe permite saber informações sobre outros animais e o ambiente que o rodeia. Conseguem produzir sons de alta frequência ou ultra-sónicos na faixa de 150kHz, sob a forma de “clicks” ou estalidos, sendo um animal bastante sensível à poluição sonora.

No Algarve as espécies de cetáceos mais avistadas pertencem ao grupo dos odontocetos e são o golfinho comum (Delphinus delphis), o Golfinho roaz (Tursiops truncatus) e o Boto (Phocoena phocoena). Contudo existem outras espécies que também ocorrem no Algarve, embora com menos frequência, possíveis de observar como o Golfinho riscado (Stenella coerueoalba), o Grampo (Grampus griseus), a Baleia anã (Balaenoptera acutorostrata) e a Orca (Orcinus orca). A época de avistamento dalgumas destas espécies depende das rotas migratórias que cada uma da espécies efectua, se trata de uma população residente ou não e das condições atmosféricas e riqueza das águas ao nível de alimento.

A identificação de um cetáceo nem sempre é tarefa fácil, contudo tendo em atenção para alguns critérios de identificação como a forma e posição da barbatana dorsal e caudal, padrão de coloração do corpo, comportamento relativamente à embarcação e dimensão do grupo, a tarefa torna-se mais simples.

Se quiser saber mais sobre estas espécies,junte-se ao nosso passeio para Observação de Golfinhos e Vida Marinha!

 

Sabia que…

Os cavalos-marinhos machos “engravidam”?

Os cavalos-marinhos aparentam ser muito diferentes de outros peixes, mas pertencem à classe de peixes ósseos, como a truta e o salmão. O seu nome provém da forma do seu focinho, que faz lembrar a de um cavalo que vive no mar.

A reprodução de cavalos-marinhos é bastante curiosa uma vez que é o macho que engravida. Na época de acasalamento os machos providenciam o esperma e as fêmeas os ovos. Posteriormente os ovos são depositados numa bolsa que o macho possui na zona ventral, sendo a a fertilização processada pelo mesmo. Esta bolsa providencia os nutrientes e o oxigénio necessários para o desenvolvimento das crias.

O período de gestação pode ir de duas semanas a um mês, consoante a temperatura da água. Quanto mais elevada a temperatura do mar, mais rápida é a gestação.

Existem cerca de 38 espécies de cavalos-marinhos, encontrando-se na Ria Formosa duas espécies: Hippocampus hippocampus e Hippocampus guttulatus.

As principais diferenças entre esta duas espécies está relacionada com o seu tamanho, sendo o H. hippocampus menor que o H. guttulatus, e o comprimentos dos espinhos ao longo do seu corpo, que têm maior proeminência na zona anterior,  sendo muito reduzido no H. hippocampus e bastante longos no H. guttulatus.

Actualmente ambas as espécies encontram-se ameaçadas estando a ser feito um esforço acrescido em estudos de conservação para a sua protecção. Contudo todos nós podemos colaborar evitando o contacto directo com estas espécies, a sua compra ou consumo.


Compostagem Doméstica

Os resíduos sólidos urbanos são compostos por cerca de 40% de matéria orgânica, que após a compostagem permite a produção de um adubo  natural de grande qualidade para o solo e plantas.

Ao serem colocadas num aterro, os resíduos em decomposição geram diversos gases com maus cheiros, entre os quais o metano, que contribui para o aquecimento global.

A compostagem doméstica é um processo caseiro em que se colocam numa pilha, ou compostor, diversos residuos orgânicos por camadas – secos e húmidos- resultando, pela acção de microorganismos, na formação de composto ao fim de 3 a 6 meses.

A compostagem doméstica sai mais barata do que o envio dos resíduos para centrais de compostagem industrial e evita problemas de contaminação nos aterros.

No Algarve algumas Autarquias disponibilizam compostores domésticos à população assim como o acompanhamento técnico. Fala com os teus pais e professores e experimenta a compostagem na tua moradia ou escola.

Estarás a contribuir para um ambiente melhor, saudável e para uma utilização mais sustentada dos recursos orgânicos!

fonte: Diário do Ambiente

Cientistas de chinelos: experiências para fazer em casa!

Qual cresce melhor?

Vais precisar de:

– Um rolo de papel de cozinha

– 3 Pratos

– Água da torneira

– Sementes de agrião ou outras sementes de crescimento rápido

– Formas de cortar massa

Faz 3 pilhas com 10 folhas de papel absorvente cada e coloca cada pilha num prato. Em cima de cada uma coloca uma forma de cortar massa. Deita água em dois pratos até ensopar o papel, mas não demasiado… No terceiro, escreve “seco”num dos lados do papel. Deita as sementes dentro das formas e espalha-as. Retira as formas com cuidado e põe um dos pratos dentro de um armário. Coloca outro prato junto a uma janela. Coloca o prato seco junto da janela também. Todos os dias junta uma colher de água nos pratos húmidos, mas não directamente nas sementes! Ao fim de uma semana já deves ter resultados! O que observas?

O que aprendeste?

Decerto notaste que o prato com os melhores resultados foi o que tinha disponibilidade de água e de luz, todas as sementes germinaram de forma viçosa! As sementes secas não cresceram, pois para tal necessitariam de água. Quando germinam, precisam de luz para crescer, por isso as que estavam dentro do armário ficaram amarelas após a germinação…

A germinação é o primeiro passo de crescimento de uma planta a partir de um estado de vida latente – uma semente.

Nas plantas, o crescimento depende da luz para realizar a fotossíntese: a planta absorve a luz do Sol, que fornece a energia necessária para a transformação da água e do dióxido de carbono em açúcar.

Sabias que…

Há mais de 2 mil milhões de utilizadores de telemóveis no mundo?

Decerto que não lembras do tempo em que todos os telefones estavam ligados à tomada. Nessa altura, se quisesses mostrar aos teus amigos como te estavas a divertir durante as tuas férias de Carnaval, serias obrigado a deslocar-te à estação de correios mais próxima. E a tarefa de partilhar as fotografias das férias e fazê-la chegar aos teus amigos via postal poderia levar semanas… Hoje, podes fazê-lo em apenas uns segundos!

Nas últimas décadas assistiu-se a uma evolução assombrosa das tecnologias da comunicação. Isto é notável não só através dos aparelhos e tecnologias disponíveis mas também na forma como as pessoas as usam.

A Internet é uma forma de informação fácil, rápida, uma forma de negócio e também de democracia. Mas revelou-se igualmente inatingível para muitos.

Se por um lado 70% dos americanos tem acesso a Internet, apenas 4% dos africanos e 10% dos asiáticos tem a mesma oportunidade de informação que nós….

Um desafio futuro dos líderes internacionais é construir pontes e estratégias que permitam que esta rede possa ser efectivamente mundial.

Hoje celebra-se o dia Internacional da Internet Segura. Conversa com os teus pais acerca do potencial e dos riscos associados à utilização livre da Internet. Consulta este site para te informares melhor.

Eu pergunto….

Nova rubrica interactiva do blog Natura Escolas

O que é a Exploração Sustentável de Recursos; como trabalha um biólogo marinho; A visão das aves é muito diferente da visão do ser humano; o que estuda um sociólogo; como funcionam as correntes oceânicas….

A Natura Escolas dá-te agora a possibilidade de veres respondidas as tuas perguntas sobre a temática do ambiente, património natural e cultural, sugestões de entrevistas a investigadores da Universidade do Algarve, e mais….

Envia-nos as tuas questões indicando o nome, ano de ensino e escola para escolas@natura-algarve.com

Regularmente responderemos aqui ás tuas dúvidas!

A produção de sal

As salinas presentes em vários pontos da Ria Formosa representam um elevado valor, não só do ponto de vista económico mas também ecológico. Estes locais funcionam como áreas de descanso, nidificação e alimentação para um grande número de espécies de aves, numa área privilegiada de passagem e de apoio a populações migratórias. A existência de uma vegetação halófita rodeando os tanques de produção é essencial para o equilíbrio deste ecossistema e a abundância de macro invertebrados constituem um importante recurso alimentar da fauna presente (aves, moluscos e peixes).

O sal sempre foi considerado como um bem essencial na gastronomia mundial e no antigo processo de conservação dos alimentos. No passado teve uma importância extrema, sendo considerado um artigo privilegiado, sendo por vezes vendido a valores elevados. Foi também moeda de troca e muitos trabalhadores eram pagos a troco de sal, originando a palavra “salário”.

A produção de sal na Ria Formosa está bem referenciada a nível da regional com 27 salinas em activo (dados de 2001), representando 38% da produção nacional. Apesar de muitos já terem abandonado a actividade, a produção de sal, tanto a nível industrial como a nível tradicional, continua a ter um forte impacto na região.

Cientistas de chinelos: experiências para fazer em casa!

Ver o ADN de um organismo

O ADN é a abreviatura de uma gigante palavra: acido desoxirribonucleico. Este contém toda a informação genética que identifica e condiciona as características de um organismo vivo. Tem dimensões microscópicas, mas agora vais poder descobrir como torná-lo visível a olho nú.

Vais precisar de :

– duas tigela de vidro

– uma cebola média

– detergente da loiça líquido

– meia colher de chá de sal

– duas colheres de água

– um coador

– um frasco de vidro transparente

– um frasco de álcool etílico

Pica a cebola fina e coloca na taça de vidro. Junta o detergente, de forma a envolver a cebola picada. ATENÇÃO, não deve cobrir por completo a cebola. Junta o sal e a água, mexe lentamente (para não fazer espuma) e deixa repousar 10 minutos. Mexe com cuidado novamente e usa o coador para transferir a mistura para a outra tigela. Deita este liquido no frasco e retira a possível espuma com uma colher. Deita devagar o álcool no frasco até cerca do mesmo volume da solução anterior. Não deves misturar as camadas. Aguarda 20 minutos e observa os filamentos brancos que se formaram na superfície. Aí tens o ADN da cebola.

O que aprendeste?

O sal e o detergente líquido promovem a lise (quebra/rompimentos) da parede celular da cebola, libertando o seu conteúdo, onde se encontra o ADN. Este não se dissolve nos líquidos á base de álcool, e como tal, forma os filamentos brancos que se vê a flutuar na superfície.

Sabias que…

 

As plantas possuem diversas adaptações de acordo com o habitat que colonizam?

Se reparares bem, as praias, que para nós são local de lazer e de descanso, para outros seres vivos são um lugar bastante hostil, principalmente para as espécies de plantas que aí vivem. Entre os factores ecológicos que afectam a sobrevivência da espécie estão: a disponibilidade de nutrientes é baixa; o elevado número de horas de sol, logo elevada dessecação; elevada salinidade proveniente do mar; pouca água disponível.

Para estas plantas, a solução foi desenvolveram mecanismos de adaptação a tais condições. A orientação e enrolamento das folhas, tricomas glandulares ou não gladulares, morfologia e localização dos estomas, acumulação de água no parênquima são algumas dessas adaptações.

cordeirinho das praias

No teu próximo passeio até à praia, procura cuidadosamente o Cordeirinho das Praias, Otanthus maritimus, e repara bem na sua morfologia… se reparares todo ele é coberto de pequenos pêlos, que parecem cobertos de sal. A esses pêlos chamam-se tricomas, e servem para excretar, ou seja, libertar, o excesso de sal a que estão sujeitos todos os dias do ano.

Podes saber mais sobre os ambientes marinhos e costeiros na actividade  Quem vive na água? ou Biodiversidade do Litoral