A produção de sal

As salinas presentes em vários pontos da Ria Formosa representam um elevado valor, não só do ponto de vista económico mas também ecológico. Estes locais funcionam como áreas de descanso, nidificação e alimentação para um grande número de espécies de aves, numa área privilegiada de passagem e de apoio a populações migratórias. A existência de uma vegetação halófita rodeando os tanques de produção é essencial para o equilíbrio deste ecossistema e a abundância de macro invertebrados constituem um importante recurso alimentar da fauna presente (aves, moluscos e peixes).

O sal sempre foi considerado como um bem essencial na gastronomia mundial e no antigo processo de conservação dos alimentos. No passado teve uma importância extrema, sendo considerado um artigo privilegiado, sendo por vezes vendido a valores elevados. Foi também moeda de troca e muitos trabalhadores eram pagos a troco de sal, originando a palavra “salário”.

A produção de sal na Ria Formosa está bem referenciada a nível da regional com 27 salinas em activo (dados de 2001), representando 38% da produção nacional. Apesar de muitos já terem abandonado a actividade, a produção de sal, tanto a nível industrial como a nível tradicional, continua a ter um forte impacto na região.

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