Sr Bonzinho

Devidas às suas características intrínsecas, o sistema de ilhas barreira da Ria Formosa constitui um recurso de grande variedade, que vai desde as pescas, a mariscagem, actividades portuárias e o turismo (Dias & Bernardo). É também relevante a salinicultura e a aquicultura.A Costa Sul de Portugal é uma região que depende fortemente das pescas, dando origem a um vasto conjunto de artes de pesca e formas de explorar os recursos marinhos. Apesar do carisma turístico da região, a actividade pesqueira origina uma grande empregabilidade junto da população (Borges, 2007).

A sua função como maternidade. Muitas são as espécies que utilizam a Ria Formosa como lugar de desova e desenvolvimento inicial, para posteriormente repovoarem as águas no Atlântico num fantástico comportamento cíclico. O seu contributo no recrutamento dos mananciais pesqueiros aliado à sua posição geográfica, que proporciona águas abrigadas e mais dias de pesca no ano, provoca uma elevada pressão nos recursos pesqueiros da costa Portuguesa.

A produção de sal na Ria Formosa está bem referenciada a nível da regional com 27 salinas em activo (dados de 2001), representando 38% da produção nacional. Contudo, não deixa de perder expressão devido ao aumento dos custos de produção, a mecanização do processo, mecanismos económicos, alteração do contexto social e crescente desvalorização do sal.

Considerado como um bem essencial na gastronomia mundial e no antigo processo de conservação dos alimentos, o sal gere actividades que outrora ofereceu uma grande quantidade de emprego na região. Devido á actividade intrínseca, trata-se de uma actividade que atinge o seu auge no Verão, e daí ser considerada sazonal.

A aquicultura na Ria Formosa engloba a actividade dos viveiros (bivalves) e da piscicultura (peixe). Esta última engloba uma fase de reprodução e outra de engorda. Apesar de não haver um número registado de unidades a funcionar na Ria Formosa, sabe-se que esta tem um certo peso para a economia nacional, sendo que em 2001 possuía 40 % da produção global. Em termos de unidades de engorda, o Algarve contribui com 84% do existente. Devido à sua elevada produção primária, destaca-se dos restantes locais a nível nacional.

Ao longo de gerações soube observar, interpretar o meio envolvente e dele retirar os seus frutos. De tal astúcia, resultou uma riqueza cultural, económica, de recursos e actividades.

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